Em linguagem acessível, reflexiva e profundamente formativa, o livro convida educadores, gestores e famílias a pensarem os desafios do mundo digital para além da técnica, propondo uma abordagem centrada na Ética das Virtudes, na sabedoria prática e na formação do caráter. A pesquisa que dá origem à obra foi realizada com 259 adolescentes, de 14 a 17 anos, em quatro estados brasileiros (Rio Grande do Norte, Paraíba, Paraná e Santa Catarina), buscando refletir a pluralidade do cenário educacional do país. Segundo o recorte da investigação, participaram duas escolas cristãs, uma escola clássica, uma escola laica e uma escola pública, o que ampliou a consistência e a riqueza do diagnóstico. Ao longo de suas cartas, a obra trata de dilemas contemporâneos como cyberbullying, omissão, desinformação, exposição, cancelamento e impulsividade, mostrando que a escola não deve ser apenas um espaço de transmissão de regras, mas também um escudo moral e comunitário capaz de formar alunos mais prudentes, justos, corajosos e responsáveis. Mais do que um guia sobre tecnologia, o livro é um chamado à formação humana em tempos digitais, oferecendo aos educadores uma visão mais profunda, ética e esperançosa para lidar com os desafios do ciberespaço.
O produto técnico, intitulado “Cartas para um Professor Digital”, é um recurso de formação continuada, desenhado para instrumentalizar docentes da Educação Básica, especialmente do Ensino Médio, a atuarem não como fiscais do uso da tecnologia, mas como mentores de sabedoria digital. Seu objetivo central é fornecer ao educador o repertório teórico e a metodologia prática necessários para dissipar a névoa moral e transformar dilemas cotidianos em oportunidades de construção do caráter. O produto enquadra-se na categoria de Material Didático, subtipo “Novas Mídias” (e-book interativo) e “Impresso” (paradidático), conforme a tipologia oficial estabelecida no Relatório Técnico da CAPES (2019). Ressalta-se que a solução desenvolvida não reside na criação de mais códigos de conduta ou listas de regras proibitivas (abordagem deontológica), que os alunos já demonstraram conhecer, mas não aplicar. A necessidade real é de uma intervenção formativa que capacite o mediador desse processo: o professor.
Bacharel em Teologia e Especialista em Educação Clássica pela Faculdade Internacional Cidade Viva (FICV), também é Mestre pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), no Programa de Pós-Graduação em Inovação e Tecnologias Educacionais (PPgITE). Atua diretamente na área da educação há 10 anos, como professor de Educação Tecnológica, Robótica e Educação Maker. Fundou a We Make, primeiro sistema de ensino brasileiro de Educação Tecnológica e Maker fundamentado na Cosmovisão Cristã.
Possui graduação em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (1995), mestrado em Ciências da Computação pela Universidade Federal de Santa Catarina (1999), doutorado em Informática na Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2003) e doutorado em School of Computing- Doutorado Sandwich - Leeds University (2002) e pós-doutorado em 2026 pela UPF/ Espanha. Atualmente é professor associado da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Tem experiência na área de Ciência da Computação, com ênfase em Informática na Educação.